quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Saudade é a memória que não morre



A saudade é o que fica daquilo que partiu, daquilo que já não é mais. Saudade é ausência, é o sentimento de vazio que fica daquilo que se foi. Mas às vezes, a saudade é um vazio tão grande que ocupa muito espaço dentro do coração, e aperta tanto o peito que acaba transbordando e escorrendo pelos olhos.


Se sentimos saudades de algo ou de alguém é porque o objeto da saudade nos trouxe felicidade, foi algo ou alguém que amamos. Por isso a saudade dói. A saudade é a insistência da memória de manter vivo, presente e perto de nós o que já não temos. A saudade faz o ponto final virar uma vírgula na vida.


Há saudades que se podem matar, há outras que são capazes de nos fazer morrer. Mas a saudade é sempre uma memória de amor que não morre.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Eu insisto...



Eu insisto em falar de uma história diferente da que vivi, eu teimo em apontar caminhos mais floridos que os que percorri... 

Eu persisto na existência de um tempo mais ameno, de uma vida mais serena...Eu continuo acreditando que amar pode valer... Não a pena, pois não há pena em amar...Mas que amar vale a vida e que na vida o que vale é amar...

Eu ainda digo ao caminheiro que há desvios e atalhos, mesmo que não os tenha encontrado... ...E sigo sonhando que se pode acreditar... Acreditar nas pessoas, em abraços de irmãos, em apertos de mãos... Eu me pego a esperar sem fim que venham dias que tragam de volta o gosto do primeiro amor... Eu anseio por ventos que tragam as boas novas, para quem perdeu de vista a esperança e que venham também de carona em suas asas, a inocência, e a delicadeza para quem perdeu a essência... 

E quer acreditem ou não, eu posso jurar que tudo pode ser diferente quando se quer mudar e que o barco chegará ao porto desejado sob bonança ou tempestade... 

Eu sonho com esse tempo, um tempo que celebre encontros e mande embora a despedida... Mesmo que não chegue a alcançá-lo...Que ele venha bem depressa e que passe assim... Devagar... devagar... E que ao passar, deixe lembranças que valham recordar...

E que se acaso ele não me encontre mais, mas que seja o tempo de outros, presente da vida a quem soube esperar! Eu insisto e persisto em desejar!


Linda Lacerda.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

 

Amor de irmão, milagre de irmão

Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada do neném. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente. Entretanto, na hora do parto surgiram algumas complicações. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana . Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. A recém-nascida foi direto para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais: Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças. Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Dias antes estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. De repente, os planos eram outros. Enquanto isso, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha: - Eu quero cantar pra ela - ele dizia. A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse naquele dia, talvez não a visse viva. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: - Ele não irá embora até que veja a irmãzinha!. Ela levou Michael até a incubadora.Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha: "-Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..." Nesse momento, o bebê pareceu reagir Karen encorajou Michael a continuar cantando. "-Você não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora..." Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. - Continue, querido!, pediu Karen, emocionada. "- Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." A bebê começou a relaxar. - Cante mais um pouco, Michael, pedia a mãe. A enfermeira começou a chorar. "- Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro... Por favor, não leve o meu sol embora..." No dia seguinte, a irmã de Michael estava muito melhor e em poucos dias foi para a casa... Um jornal local chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão". Os médicos chamaram simplesmente de "milagre". Karen chamou de "milagre do amor de Deus".